10 de março de 2011

OBJETOS POÉTICOS (II)


meu verso não transmuda a aparência que percebo
nem delineia contornos que não vejo
assim como não sofre do que não padeço

está ao contrário preso à vida que circunda
na in/constância diuturna deste lado
quem tem como chão o mesmo meu
e como tempo meu exíguo interregno

e não espera e não tem fé e não floreia



Arpoador, Rio de Janeiro, por Sheila Machado,
em flickr.com.
















(Agradeço a Sheila Machado a autorização para uso de sua foto a ilustrar este texto.)

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