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24 de janeiro de 2016

VEM AÍ MEU IRMÃOZINHO!

(Uma ficção calcada em fatos reais e vindouros. 
Para Bruno e Gabriela.)
Dia desses, minha mãe e meu pai me chamaram para uma conversa. Disseram que tinham uma notícia muito importante. Eu, na verdade, nunca sei o que é muito importante para eles. Talvez falar de escola, de trabalho, do Botafogo. Meus pais são botafoguenses. Até minha mãe, que não era, virou por nossa causa. Aí fiquei pensando em que tipo de notícia eles tinham para mim. Será que, porque vamos mudar para São Paulo, eles iam dar nossa cachorra Banana para os outros?
Preciso dizer aqui que tenho uma irmã mais velha, a Gabi, que vai fazer onze anos. Eu vou fazer sete, um mês antes de ela fazer os onze. Ainda tenho seis. Será que a notícia era só para mim e não para a Gabi também? Então não deve ser por causa da Banana ou de São Paulo, senão seria uma conversa com nós dois. Aí acho que fiquei meio preocupado.
Pois eles começaram a dizer que era uma boa notícia, que eu iria gostar muito. Então comecei a ficar animado. Seria outra viagem à Disney? Ou outro passeio com os meus avós? De vez em quando eu e minha irmã também viajamos com eles, e gosto muito. Ou iríamos passar férias na casa de Araras da nossa outra avó?
Mas não era nada disso. Com o jeito estranho dos adultos para falar essas coisas, eles me disseram que vou ganhar um irmãozinho. Ou irmãzinha. Ainda não sabem. No início fiquei sem saber o que dizer. Mas, de repente, soltei um sorriso e um oba! que bom!
Não sei se quando eu fui nascer, eles também falaram assim com minha irmã. Acho também que não ia adiantar muito, porque ela ainda era muito pequena e não entenderia. Eu agora já sou grande, sei muitas coisas e entendo tudo. Eles podem muito bem falar, que eu entendo. Não sou mais um bebezinho que não sabe nada. Tenho até umas perguntas para fazer para eles: Em São Paulo neva? Ainda é 2015 em São Paulo? Não quero me mudar para um lugar atrasado. Aqui em Vitória é muito bom de morar.
Uns dois dias depois, meu pai me perguntou como eu estava me sentindo por saber que ia ter um novo irmão (Ou irmã. Até agora ninguém sabe!) e deixaria de ser o irmão mais novo, para passar a ser o irmão do meio. Acho que meu pai anda preocupado com o que eu possa sentir. Deve estar pensando que eu vou deixar de ser o príncipe da mamãe, por causa desse que vem aí. Eu posso até deixar de ser o príncipe e o outrozinho passar a ser. Mas eu vou me tornar o rei da mamãe. Ele que fique de príncipe!
Pensei um pouco e disse para papai:
- Vai ser legal, pai, mas não vou fazer com ele o que a minha irmã faz comigo!
E ele quis saber o que a Gabi faz comigo. Então tive que dizer mesmo.
- Ela enfia as unhas grandes no meu braço e rasga a minha carne!
Ele ficou muito espantado, quando revelei como minha irmã faz comigo. Ela, na verdade, é uma boa irmã. Brincamos e brigamos do mesmo jeito. Mas eu precisava deixar claro para meu pai que estava começando a doer eu perder a condição de príncipe da mamãe. Aliás, devo dizer aqui que a mamãe tem um chamego todo especial comigo. E me passou pela cabeça que ela pode dar muita confiança para o meu irmãozinho – ou irmãzinha, sei lá!
Papai quase não acreditou no que eu disse e quis saber ser era mesmo verdade o que a Gabi faz comigo. Eu disse que sim, que ela estraçalha a minha carne, mas que eu não iria fazer isso com meu irmãozinho. Papai ficou todo feliz e perguntou por que eu não faria a mesma coisa com ele:
- É que não tenho unhas compridas como a Gabi! - respondi.
Acho que, nessa hora, senti que meu pai tomou um susto, mas no fundo parecia querer rir. Não entendi muito bem a cara que ele fez, mas eu só fui sincero, e acho que a gente não pode ser castigado só porque é sincero. Como sempre penso muito rapidamente e saco muito bem as coisas, e completei:
- Que bom! Vai ser bom ter o neném, porque eu vou ter em quem mandar, pelo menos!
Meu irmãozinho – ou irmãzinha (Daqui mais um tempo, a gente vai saber.) pode ficar tranquilo, porque minhas unhas nunca ficam compridas como as da Gabi. Minha babá está sempre me mandando tomar banho, escovar os dentes e cortar as unhas.
Puxa vida!

Eu e minha irmã, no Mundo a Vapor, em Gramado (foto do meu avô).


11 de novembro de 2012

A BRIGA DA GABI E DO BRUNO


Um dia, a Gabi brigou
E chamou o Bruno de chato.
O Bruno se chateou
E ficou triste de fato
E foi reclamar com ela
No quarto da sua tia,
Onde, chorando, a Gabi
No quarto se escondia,
E no quarto ele entrou,
Falando que não queria
Que a irmã lhe dissesse
As coisas que ele ouvia.
E falou pra sua irmã
Chegando bem de pertinho:
- Olha, Gabi, não sou chato;
Eu só sou pequenininho.
Quando o vô e a vó ouviram,
Deram boa gargalhada,
De quase cair no chão,
Com aquela trapalhada.
E a Gabi, por ser boa,
Abraçou o seu irmão,
Terminando aquela briga
E acabou-se a confusão.
Todos ficaram felizes:
A irmã e o irmão.
 
 
Os protagonistas da história, Bruno e Gabi.
 
 (Historinha escrita pelo vovô Saint-Clair, em outubro de 2011, baseada em fatos reais.)

11 de outubro de 2012

O MENINO QUE QUERIA VOAR

(Para Gabi, Bruno e meus sobrinhos-netos, pelo Dia da Criança.)

Ouçam bem, meus amiguinhos,
Esta história engraçada
Que se deu com um menino
Que é morador lá da Barra.
Bruno queria voar
Como se fosse passarinho,
Mas sua irmã Gabriela,
Que tem muito mais juízo,
Deu uns conselhos pra ele:
- Meu querido irmãozinho,
Para voar é preciso
Ter duas asas e penas
E não com vontade apenas,
Só porque assim você quer.
Só os pássaros é que voam
Como aquele pardal,
O sanhaço e o bacurau,
O canário, o bem-te-vi,
O coleirinho do brejo,
O melro e a juriti,
O papagaio falante,
O periquito e a pomba,
A águia e o gavião.
Mas o Bruno, muito esperto,
Lhe pergunta: - E o avião?
E o ptopto e a pipa?
Novamente a Gabi explica
E o Bruno tudo compreende.
Ou finge compreender!
Pois não é que certo dia,
Estando sobre o sofá,
Bruno decide voar
Cheio de empolgação.
Caiu de cara no chão
E se lembrou rapidinho
Dos conselhos da irmã,
Naquela triste manhã:
- Gabi, não sou passarinho,
Não tenho penas, nem asas,
Vou ficar bem comportado,
Nunca mais eu vou voar!
Pode acreditar em mim!
E com esse desfecho gaiato
A história chega ao fim.

Os personagens da historinha, divertindo-se no Campo de São Bento (foto do avô).

3 de outubro de 2012

CINCO DENTES

(Para minha netinha Gabriela, protagonista da história.)

Quando Gabi começou
A fazer troca de dente
Jamais ia imaginar
Tantas coisas ocorrendo
De modo tão diferente.

Primeiro são os da frente.
Isto todo mundo sabe.
Só que com os da Gabi
A coisa aconteceu
De jeito que até faz rir.

O primeiro a amolecer
Saiu assim bem tranquilo,
Como se fosse aquilo
Acontecer toda vez,
Mas não foi o que se deu.

Pois o segundo a cair
Causou muita confusão,
Pois Gabi imaginou
Até com certa razão
Que o dente doeria.

Mas diferente seria:
Mamãe, com todo jeitinho,
Amarrou fio dental
Bem na base do seu dente,
Que saiu sem um aizinho.

Daí pra frente, no entanto,
Cada dente que caiu
Foi de modo esquisito
Que até eu fico aflito
Dizendo o que ocorreu.

O terceiro, sua amiga,
Subindo pela escada,
Com uma pressa danada,
Meteu-lhe o tênis no dente,
Que voou de passarinho.

O quarto pulou da boca
Quando numa briga louca
Com seu irmão pequenino
Bruno lhe deu um tal soco
Que abriu outra janela.

Pra completar, foi o quinto,
Que sem essa, mais aquela,
Foi arrancado por bola
Atirada com tacada
Por um amigo da escola.

Vejam só por esta história
Quanta coisa sucedeu
Na simples troca de dentes
Da minha neta tão bela,
Bibi, Gabi, Gabriela.

Agora está tudo bem,
Os dentes estão brotando
Muito fortes e bonitos.
Porém eu já estou aflito
Imaginando um pretexto
Para escrever outra história
Pra quando cair o sexto.

Gabi e Bruno, em foto feita pelo pai.

19 de julho de 2012

A BARRIGA DA MINHOCA

(Para meus netinhos Gabriela e Bruno.)

Há uma coisa esquisita
Que um dia quis descobrir
Aquele menino esperto.
E Bruno, que é seu nome,
Irmão da linda Gabi,
Pra ela foi perguntar:
Como é que a minhoca come?
De que lado fica a boca?
E o cocô onde é que sai?
E a barriga onde é que fica?
Qual é a parte da frente?
Qual é a parte de trás?
E o filhote da minhoca
Em que colégio ele vai?
Mas será que tem colégio
Para minhoca estudar?
E durante o recreio,
Na hora de merendar,
Será que o filhote gosta
De maçã e maracujá,
De sanduíche de queijo,
De guaraná ou de coca
Ou só da terra mexida
Onde ela faz sua toca?
Mas afinal onde fica
A barriga da minhoca?
E a Gabi tomou um choque
Com tanta pergunta posta,
Que até ficou sem resposta
E não soube esclarecer
A dúvida que ao Bruno toca:
Afinal onde é que fica
A barriga da minhoca?


Imagem em imagem.eti.br.