27 de maio de 2011

DILETO AMIGO DO PEITO

Dileto amigo do peito,
Defeito que eu carrego
Que pode nem ser defeito
É esta falta de jeito,
Meio chegado a matuto,
Desconfiado de tudo,
Cheio de manha, que um dia,
Sem que me dê por achado,
Veja não haver outro meio
De enfrentar com coragem
Os fantasmas, as visagens,
Que a vida nos prepara
E acabe metendo a cara
Para afrontar os perigos,
Porque sei que, com amigos,
Tudo fica bem mais fácil.
E assim, nesta batida,
Levarei a vida inteira,
Pois, quando chegar o fim,
Na viagem derradeira,
Aquela que não tem jeito,
Terei a velar por mim
Os meus amigos do peito.

Foto de Nathan Myhrvold(edge.org).

Um comentário:

  1. Ser fiel a suas origens, nunca foi demérito: é sobretudo, virtude.

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