21 de janeiro de 2011

CHEIO ITABAPOANA

(Para minha irmã Cristina, que motivou o poema com seu torpedo.)

Como furtivo amante que surpreende
a amada na madrugada aflita
com a cheia de seu leito de chocolate
a penetrar a casa que se habita
o rio foge de manhã no entanto
Cheia do Itabapoana, em bomjesus.rj.gov.br.
maculando a cama
deixando lama
fazendo estrago
sorvendo a alma
plantando o pranto
dos que ficaram
com suas lágrimas a lavar
o limo das calçadas
como se não fosse nada


PS: Os estragos que o rio Itabapoana causa jamais chegaram aos níveis do que ocorreu na Região Serrana do Rio de Janeiro, mas é sempre um incômodo a sobressaltar a população às suas margens, a cada temporada de chuvas.

3 comentários:

  1. Belo poema, Mestre. O problema é do Itabapoana é que o rio Calçado, com sua força e volúpia, deságua nele, que, às vezes, não suporta tanto ardor...hahaha...

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  2. Tira o é antes do do...aí...doeu...

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  3. Muito boa esta imagem. E "seu leito de chocolate", apropriadíssima.

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