28 de fevereiro de 2011

DO ALPENDRE

Velho no alpendre, colhido em
soniabeth.blogspot.com.
penumbra: é quase sombra.
sob a copada da velha árvore solitária
abriga-se o gado.
o pasto em torno amplia o quadro.
do alpendre debruçado o homem olha suas posses:
tantas braças de terra
tantas cabeças de gado
tantas arrobas de milho
tantos filhos
tantos colonos plantados
por toda a extensão que se avista
e no além da dobra do morro
quase depois do horizonte.
não há questões que não se possam tocar
quando o mundo vem bater à sua porta
pedindo licença, sinhô
              abença, sinhá.
mais que isso é ter a paga acertada
sem prejuízo de nada
no final da colheita.

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