3 de junho de 2011

IRREMEDIAVELMENTE



(Em memória do amigo José Fernando.)

(Tânato, colhido em wikipedia.com.br.)
a morte morde a tarraxa do ataúde
e lá se vai meu amigo
na inexorável necessidade que temos
de deixar parentes e amigos
perdidos

a morte desce lentamente
por um moderno sistema de roldanas
prorrogando indefinidamente
i  r  r  e  m  e  d  i  a  v  e  l  m  e  n  t  e
o desamparo dos que ficam

e todos silenciam
impotentes
sem possibilidade de pôr uma pá de cal sobre a vida

há a imperiosa necessidade de sobreviver
há a desumana imposição de prosseguir

Um comentário:

  1. Silêncio, é o que posso pedir aos meus pensamentos revoltos e perplexos.

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