6 de agosto de 2015

VERSOS DE CIRCUNSTÂNCIA


Não há estâncias em meus poemas
Não há versos alexandrinos
Meus versos são coitadinhos
Poemas de circunstância

Não há grandiloquência no que canto
Nem miséria humana no que choro
Meus versos não deploram
Não imploram
Apenas veem a vida de um jeito simples
Com olhos de menino bobo do interior
Em forma de redondilha menor

Não persigo os clássicos
Não fustigo os modernos
Trago no fundo bem lá no fundo
Apenas aquilo que tenho das ruas da vila
Que me moldaram
E não abandono o que me trouxe até aqui

Por isso meu verso simples
E meu poema simplório
Não têm a força para moldar o mundo
Apenas me conformo
Mas sigo assim como quem não quer perder seu prumo


Romance em fim de tarde (foto do autor).


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