dilacerem-se
estraçalhem-se
devorem-se por lá
ministros presidentes aiatolás
mas me deixem por aqui
tocando meu barco soprado a sonho
e minha vida movida a desespero
engulam-se
destruam-se
eliminem-se
idiotas eternos da guerra
chacais abjetos da violência
mas evitem-me qualquer parcela em sua luta
livrem minha cara de sua saliva irada
meu sangue não tingirá suas mãos despóticas
nem meus descompassos marcharão nos exércitos
dos que destroem homens
e continuam impunes
morram todos vocês
para que os povos enfim sobrevivam
do que lhes sobrar desses tempos de estupidez
[e ódio
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Nota: Este poema é do inícios dos anos 80 e está publicado em meu livro Ucronia, pelo Clube de Autores. Trago-o aqui por nunca ter deixado de expressar minha opinião sobre os que promovem guerras.