3 de outubro de 2012

CINCO DENTES

(Para minha netinha Gabriela, protagonista da hitória.)

Quando Gabi começou
A fazer troca de dente
Jamais ia imaginar
Tantas coisas ocorrendo
De modo tão diferente.

Primeiro são os da frente.
Isto todo mundo sabe.
Só que com os da Gabi
A coisa aconteceu
De jeito que até faz rir.

O primeiro a amolecer
Saiu assim bem tranquilo,
Como se fosse aquilo
Acontecer toda vez,
Mas não foi o que se deu.

Pois o segundo a cair
Causou muita confusão,
Pois Gabi imaginou
Até com certa razão
Que o dente doeria.

Mas diferente seria:
Mamãe, com todo jeitinho,
Amarrou fio dental
Bem na base do seu dente,
Que saiu sem um aizinho.

Daí pra frente, no entanto,
Cada dente que caiu
Foi de modo esquisito
Que até eu fico aflito
Dizendo o que ocorreu.

O terceiro, sua amiga,
Subindo pela escada,
Com uma pressa danada,
Meteu-lhe o tênis no dente,
Que voou de passarinho.

O quarto pulou da boca
Quando numa briga louca
Com seu irmão pequenino
Bruno lhe deu um tal soco
Que abriu outra janela.

Pra completar, foi o quinto,
Que sem essa, mais aquela,
Foi arrancado por bola
Atirada com tacada
Por um amigo da escola.

Vejam só por esta história
Quanta coisa sucedeu
Na simples troca de dentes
Da minha neta tão bela,
Bibi, Gabi, Gabriela.

Agora está tudo bem,
Os dentes estão brotando
Muito fortes e bonitos.
Porém eu já estou aflito
Imaginando um pretexto
Para escrever outra história
Pra quando cair o sexto.

Gabi e Bruno, em foto feita pelo pai.

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