15 de abril de 2015

A CASA DESABITADA

(Para Jane, minha mulher.)

Volto à casa desabitada
Há bichos transitando pela sala
Poeira pelos cantos
Silêncios inusitados
Teias de aranha disfarçadas de traços de luz

O velho lar é findo
E os móveis que ainda estão por todo lado
Estão imóveis sem sentido
Esperando seu fim inesperado
:
Vão passar a outras mãos

Virão outros outonos
Vários verões
E o inverno da casa desabitada
Indica a primavera desflorada
Pesadas ausências
Vozes inaudíveis
E uma saudade que o tempo não elide


Imagem em climatologiageografica.com.

10 de abril de 2015

AMIGOS


Snoopy e Woodstock, criações imortais de Charles Schulz.

Amigos são espécie de cracas que se encastoam em nossas emoções e ficam latejando no pulsar arrítmico de nossos corações.

Ficam lá agarrados à flácida parede cardíaca que teimamos em manter de pé, no mesmo compasso de nossas dores e alegrias, e quase não os percebemos, de tão naturais. Criam uma crosta resistente às marés mais violentas e à corrosão.

Uns incomodam mais: estão sempre cobrando presença, chamando para um vinho, ou um café, ligando nas datas comemorativas e apertando nossas costelas com força, se passam um mês sem nos ver.

Outros são mais discretos: ligam-nos após as viagens que fizeram por esse mundão afora, a fim de contar as novidades, passam e-mails de forte conteúdo erótico com frequência, como se acreditassem ainda na disposição de sexagenários acomodados, que não seja a mera observação de coisas que tais.

Outros, não menos essenciais à vida, são os chamados amigos bissextos. Não que ocorram apenas a cada quatro anos. Porém são os que, por se acharem menos importantes, dão-se o direito de aparecer espaçadamente, mas que proporcionam tanta alegria, ao chegar. E costumam sumir, novamente, como cometas, que iluminam as noites perdidas em que nos embrenhamos.

Mas já ouvi dizer, no entanto, que amigos se parecem mais com o colesterol que se emplastra em nossas veias. Porém o bom colesterol, aquele que, em não existindo, pode causar mais problemas que o mau, já que todos nós somos mais ou menos assim como nossas veias e artérias: com o bom e o mau colesterol.

Enfim, sendo cracas ou colesterol, amigos são praticamente irremovíveis e costumam resistir até o fim de nossas vidas.
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5 de abril de 2015

AMARCORD


Ψ
Tenho cravada em minha memória a cena sedutora de um filme mexicano em que a belíssima atriz cubana Maria Antonieta Pons, dentro de um vagão de trem, deixava que o mocinho (ou seria o bandido?) lhe beijasse o lindo tornozelo torneado, apenas insinuado com o suave levantar de sua saia comprida. Não sei quem era o canalha que lhe beijava o tornozelo, nem o título do filme, nem o nome do diretor, assim como não me recordo de nenhum fotograma anterior ou posterior a esse. Mas esse ainda está incrustado num escaninho qualquer lá dentro de mim. Imaginem, então, o que a cena causou em minha cabeça! Devia ter lá meus doze/treze anos, quando vi o filme. E tive o cuidado de, após a sessão, saber o nome daquela bela atriz e seu tornozelo maravilhoso: Maria Antonieta Pons! Aliás, o cinema mexicano da época, através da Pelmex, era pródigo em belas mulheres. Só para citar algumas: Libertad Lamarque, Dolores Del Rio, Ninón Sevilla, Maria Felix. E desconfio de que continue assim até hoje...

María Antonieta Pons (em cinemexicano.mty.itesm.mx).


Ψ
De quando em vez, meu saudoso avô Chico Albino, que à época morava em Duque de Caxias, ia visitar os parentes – dentre eles meu pai, seu filho – que deixara na pequena vila de Carabuçu. Eu o admirava profundamente. Achava-o um homem elegante, porte nobre, sempre vestido com correção e dono de uma dicção limpa, clara. Não tenho lembranças de que me levasse presentes. Nesse tempo, não era comum, pelo menos na minha terra, que se dessem presentes. Mas sua presença por lá era motivo de grande satisfação minha. Numa dessas visitas, estava conversando com os amigos na venda de meu pai, contando lá as histórias de Duque de Caxias, quando se referiu a certo cidadão, personagem do que dizia, com a palavra cafajeste:
- Fulano era um verdadeiro cafajeste!
Na hora, achei a palavra muito bonita, muito sonora, e gostei de ouvi-la da boca de meu avô. Como já era um menino esperto, perguntei-lhe o que significava cafajeste. Tive, então, a maior decepção com o sentido. Como podia uma palavra tão sonora, tão bonita, significar aquilo que me dizia? Comecei, assim, a perceber que nem sempre os sons correspondiam aos sentidos.
Quando fui para a faculdade, tive confirmada essa percepção, ao saber do lamento do grande poeta francês Guillaume Apollinaire, autor de Calligrammes, com a língua francesa, que tem a palavra jour (pronunciada /jur/), de sonoridade fechada, escura, para o que em português é dia, de pronúncia aberta, clara. Dizia ele da necessidade poética, em francês, de adjetivar a palavra para carrear, para seu sentido de claridade, também a claridade da pronúncia, que há na palavra portuguesa. Assim propunha, por exemplo, clair jour (pronúncia /klér jur/) – dia claro – em que o adjetivo de som aberto como que clareia o sentido de jour.

Ψ
Lá nos idos de 1950, meu pai soube, por um dos fregueses de sua venda, que certo conhecido, durante uma partida de futebol de várzea das roças no entorno da vila, tinha sido esfaqueado, por motivo de discussão boba, desmotivada. Virou-se, então, para o que trazia a notícia e exclamou:
- Xi! Coitado! Deu com os costados na cerca!
Ao ouvir isso, quis saber do meu pai se o homem se ferira na cerca, normalmente feita de arame farpado. Meu pai deu um sorriso amarelo e me disse:
- Não, morreu mesmo! Dar com os costados na cerca quer dizer morrer.
Dessa vez, percebi também que as palavras nem sempre querem dizer o que dizem e podem nos meter em enrascada. Ê vida difícil! É o que talvez justifique aquele camarada que se explicou à autoridade, dizendo que chamara o outro de filho da puta no bom sentido.

Ψ
Bom sentido que não existia há algumas décadas. E foi o que motivou um tio-avô a atirar num desafeto, justamente por chamá-lo de filho da puta. Na época, era a maior ofensa que se fazia a um homem, porque atingia diretamente sua mãe. Era um agravo na raiz da nascença, como se dizia, que manchava toda a descendência, ainda que por tabela. Tão logo foi xingado, meu tio agrediu o ofensor. A turma do deixa-disso fez a separação dos briguentos. Após a rixa, correu a notícia de que o outro estava andando armado, para dar fim a meu tio, que também pôs revólver na cinta. Não era, então, estranho as pessoas andarem armadas. Os de menor posse muniam-se de facas e peixeiras; os de maior, de garruchas e revólveres. Mesmo que não se portassem as armas, elas estavam dentro das casas. Por isso ocorreu que, estando meu tio num bar, em conversa com amigos, de costas para a porta, ao ouvir o chamamento do desafeto – não se matava um homem pelas costas –, ele já se virou atirando. O homem, alvejado, foi levado para o hospital de Bom Jesus, vindo a falecer, tempos depois, em consequência de complicações pelo tiro que levou.

Ψ
Os mais velhos contam uma história interessante, ocorrida em Carabuçu. Durante o primeiro governo de Getúlio Vargas, foi instituída uma força policial volante, que vasculhava o interior para desarmar as pessoas. Nessa época, havia por todo lado muitos jagunços, muitos grupos armados, e os confrontos eram corriqueiros*. Para o norte do antigo estado do Rio de Janeiro – a Velha Província que teimava em sobreviver –, foi mandada a volante comandada pelo tenente Coaracy, homem de estatura baixa, mas tido como enquizilado, carne de pescoço, temido por todos.
Vem a volante entrando na vila, tenente Coaracy à frente, montado em sua garbosa mula alta. Ele, de pequetito, virava um homenzarrão sobre a besta. Na porta do botequim, estava um homem que, ao ver o grupamento, julgou por bem não se afastar, para não levantar qualquer tipo de suspeita, o que, certamente, o levaria a passar maus momentos. Tenente Coaracy estaca a montaria diante do homem, que já imagina o pior. Com sua voz firme e autoritária, pergunta ao homem:
- Caboclo, você fuma?
Tremendo de medo, o pobre coitado não teve como mentir e disse, com a voz já por um fiapo:
- Fumo, sim, senhor! Mas, se o senhor quiser, eu largo o vício.
- Não é nada disso, caboclo! Me arranja um cigarro, que o meu acabou!
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(* Se quiserem conhecer mais detalhes desse período da história brasileira, indico o excepcional romance de Mário Palmério Chapadão do bugre, que também serviu de base para minissérie homônima, levada ao ar pela Rede Bandeirantes, no ano de 1988, com direção de Valter Avancini e Jardel Mello.)


30 de março de 2015

ENREDO


Não quero ser enredo de escola de samba,
daqui a cinquenta/cem anos.

É comum aos que escrevem versos à revelia
serem incensados algum dia,
depois que tiverem os ossos carcomidos pelos vermes.

Eu não vou querer virar enredo de escola de samba,
se tal me acontecer.

Vamos supor que meus tetranetos,
descendentes diretos desta minha utopia humana,
aceitem que eu saia em forma de alegoria
nas peças da bateria como saiu Che Guevara.
Não vou querer tal homenagem.

Nunca gostei de carnaval
e acho um desperdício
gastarem adereços e carros alegóricos,
fantasias e sambas de enredo
com cadáver mais que morto.

Se reproduzirem minha cara
no carro abre-alas,
estarei disposto,
diretamente do meu túmulo,
curtindo o meu luto,
a rebaixar a escola de grupo.



Imagem em la-razon.com.

 

14 de março de 2015

UM DIA...


Um dia, você acorda com dores pelo corpo. Hoje dói o cotovelo esquerdo, ao rotacionar o braço. Outro dia, se esquece de pingar o colírio que controla a pressão ocular. Outro dia, é a vez de deixar de tomar o remédio para manter o colesterol baixo. Ou aquele da glicose. Um dia, deixa de pagar a conta, porque ficou o tempo inteiro à mercê do nada e simplesmente se esqueceu. Outro dia, pega seu neto no colo, ajuda-o a comer, dá-lhe banho, sai com ele a passear no calçadão da praia. Um dia, amanhece torto, porque o travesseiro antigo está deformado e lhe produziu um torcicolo, ou é a dor ciática que relampeia da popa à batata da perna. Uma tarde, você vai ao cinema, na hora em que a maioria da população está no trampo. E, ainda por cima, paga meia entrada. E fica no ar condicionado gelado, enquanto lá fora um bando sua em bicas, à cata dos afazeres. Na outra tarde, embora não pague a passagem do ônibus, tem dificuldades de subir os degraus – os joelhos já assolados por artroses. Noutra tem de ouvir reclamação inconveniente do jovem na fila, só porque exerce seu direito à preferência. Mas tem todo o direito de olhar a mesma menina bonita que passa de roupa de praia diante do bar onde ambos – você e o jovem – bebem cerveja e falam de futebol descompromissadamente. Um dia, você acorda nostálgico e lembra da infância perdida pelos 50, do carro de boi de sabugo de milho, da siliprina com os outros moleques, dos banhos de chuva nos verões perdidos no tempo. Outro dia, enfrenta a fila para tirar o sangue e conferir os dados do organismo que já não funciona mais com a desenvoltura de menino. Uma noite perde o sono por nada, a troco de nada, despreocupado de tudo, os filhos e netos bem encaminhados na vida, e toma um sonífero, porque os carneirinhos não pulam mais sobre a cerca da madrugada. Numa manhã, acorda serelepe como há muito não fazia, como se o tempo ainda não tivesse sido debulhado em sua folhinha. Numa outra, pega o carro com a mulher e sai a passear numa terça-feira qualquer, atrás dos caminhos que levam a um lugar qualquer, não importa onde seja, basta apenas chegar. Noutra, tem de tomar um digestivo, porque aquele leitão à pururuca que sempre fizera muito bem à saúde desta vez não caiu bem. Noutra, vai encontrar os amigos para um, dois cafezinhos na galeria refrigerada, jogando conversa fora ou tentando consertar o mundo antes do final dos tempos. Um dia, olha com admiração a juventude que passa feliz à sua frente e sente que também já foi assim. Noutro, repara a falta de compromisso dos jovens com os destinos do país e imagina que tudo estará perdido daqui mais cem anos, quando nem mais será lembrança. Um dia, prepara aquela feijoada que só você sabe fazer e reparte com os amigos o paladar exclusivo da amizade, e bebe pinga, tira gosto com linguiça, torresmo e chouriço, e não sente nenhum incômodo no dia seguinte. Um dia, percebe que aquilo que hoje se estuda em história era notícia para você, que estava mesmo no meio dos acontecimentos. Um dia, enfim, fecha os olhos para dormir e não acorda em lugar nenhum, e seu nome passa a ser apenas uma referência efêmera entre os que permanecerem acordados por mais outros tantos dias e tardes e noites, e assim por diante.

Pôr do sol em Itaipu (foto do autor).

9 de março de 2015

FRAGMENTOS POÉTICOS


ida
orte
mor
dio
lor
or
xão
sejos
xo
nhos
entura
macerados no cadinho do poeta
até a amálgama fatal


Imagem em colegioweb.com.br.

4 de março de 2015

ÀS VEZES, DÁ GOSTO VIVER!

Dia desses, andando pela praça de Miracema, vi uma carrocinha de pipoca adormecendo pela manhã, abandonada.

Naturalmente deve ter tido muito trabalho na noite anterior e teria outro tanto mais tarde. Porém, naquele instante, ela estava melancolicamente encostada a uma árvore, com corrente de proteção fechada a cadeado. Até mesmo em Miracema, não se pode deixar um bem assim dando sopa.

E, ainda que ela não exalasse aquele típico cheiro de pipoca quentinha, minha memória tratou logo de reproduzi-lo e, num passe de mágica, voltei à infância e às coisas que me davam prazer.

De repente, descobri, como num filme projetado aceleradamente, que, durante toda a nossa vida, temos esses dados gustativos a nos marcar de uma forma indelével.

Por vezes é mais fácil lembrar-se de um prazer do paladar do que de outro sentido. A visão, tenho a impressão, é um pouco mais efêmera que o paladar. O olfato, ainda mais que esses dois; e deve estar ao par com a audição. E o tato, coitado, praticamente não tem memória.

E consegui construir um catálogo rápido, na memória, durante a travessia da praça, das coisas que me marcaram pela boca, desde a infância na vilazinha natal.

Então comecei pela mironga da dona Mocinha, da padaria do seu Chico Furtado, já referida por mim na crônica Vou comprar uma mironga na padaria do Chico Furtado. E emendei com o pé de moleque de açúcar batido que minha mãe fazia, para reforçar o faturamento da pequena venda de meu pai. Em seguida, veio-me certo bife acebolado com molho ferrugem, que minha tia Alda fez numa tarde, para lancharmos na Vala, antes de voltar a Carabuçu. Eu e Zé Fábio, filho dela. É só me concentrar um pouquinho, para sentir novamente aquele sabor.

E um prato das artes de minha outra tia, a Toninha, hoje conhecido como bolo de batata com carne moída, mas que, na época, ela chamou de cuscuz – não sei por quê. Era outra delícia, que sempre pedíamos repetir.

Um tempo depois, da dureza do primeiro ano ginasial em regime de internato, no Colégio Bittencourt, em Campos, ficou o ajantarado de domingo, refeição com certo gosto de pompa, oferecida pela escola como a única do dia. Havia um arroz de forno inesquecível. E nem devia ser tão bom assim. Afinal, era comida de escola! Mas vai explicar isso para o apetite de um menino de treze anos, com a voracidade dos nascidos logo após a Segunda Guerra.

Por essa época, também, houve o robalo recheado preparado na casa do primo Edalmo, que morava em Campos, em comemoração ao batizado de seu filho Carlos Augusto. Jamais comi um peixe assado, recheado, como aquele.

Já um pouco mais galalau, de volta a Bom Jesus, vez em quando filava a sopa pedaçuda que tia Colola fazia para o jantar, na época de frio. Era tão saborosa quanto quente, e tínhamos tanta pressa de ir para o curso noturno, que eu e Zé Fábio colocávamos duas pedras de gelo no meio do prato. Tal técnica garantia não chegarmos atrasados ao Colégio Coronel Antônio Honório.

Já morando em Niterói, numa viagem a Minas, paramos em Sete Lagoas para almoçar em restaurante localizado à beira de um lago – era 1974. Após feijão tropeiro, lombo e carré de porco, torresmo, linguiça assada, couve à mineira, tutu, arroz molhadinho, fomos até à cozinha dar um abraço na cozinheira, que ficou toda vaidosa por ter agradado aqueles “cariocas” com sua comida tradicional.

Já casado, na volta da viagem de lua de mel meio alternativa, pelos países do Cone Sul – denominação que ainda não existia –, em 1976, depois de trinta dias sem a culinária brasileira, adiamos a viagem de volta em Foz do Iguaçu só para comer arroz com feijão. E foi uma experiência restauradora das nossas raízes. Como o feijão nos fizera falta!


Em 2003, numa viagem com o casal de amigos Rogério Fernandes e Laura Dutra, restou inesquecível o prazer do polvo grelhado com batatas ao murro, durante o jantar no Restaurante Adega do Morgadito, em Torres Vedras, Portugal. Convocamos o cozinheiro ao salão, para agradecer-lhe pelo prato.

Restaurante Adega do Morgadito (em onossoutroprazer.blogspot.com).

Há poucos anos, a quitanda metida a besta Hortifruti andou promovendo degustações harmonizadas de comidas típicas e vinhos de países produtores. E não me esqueço jamais do gosto maravilhoso do toucinho do céu – doce português de nome esquisito – com vinho do Porto. Até hoje, foi o doce mais saboroso que já comi.

Mais recentemente – e com certa frequência –, reúno-me com os amigos Rogério Barbosa e Eduardo Campos para degustar o maravilhoso bacalhau à lagareiro do Restaurante Alentejano, na Rua São José, no Centro do Rio de Janeiro.

E ainda há a cabritada à napolitana de minha irmã Elizabeth; a inusitada salada quente com batatas cozidas, tomate, ovo cozido, alface e molho refogado de cebola de minha mãe; o refogado de jiló com quiabo de minha sogra; o arroz com frutos do mar de minha mulher e a poderosa feijoada que eu mesmo faço, sem a mínima falsa modéstia.

O mal não é o que entra na boca do homem. É aquele maldito dente que dói só à noite e nos fins de semana.

Até a próxima.
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Publicada originalmente em Gritos&Bochichos.